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A casa depois do sol

Eu já havia escutado uma porção de vezes a canção da banda The Animals, House Of The Rising Sun, e sempre gostei muito. Mais tarde eu descobri, por um amigo, que essa canção era originária do grande Bob Dylan – o que me fez gostar mais ainda da canção. Algum tempo depois baixei um CD com a trilha sonora da série Sons Of Anarchy, nela há uma versão de House Of The Rising Sun na voz de White Buffalo, outra excelente versão da música do Dylan. Escutando essas músicas, numa tarde típica,  meu avô chega e me fala que quando mais novo lembrava de uma música muito parecida na voz do artista brasileiro Agnaldo Timóteo, A Casa do Sol Nascente e que fazia grande sucesso na década de 60.

Depois de ouvir tanto resolvi me atrever a fazer a minha versão da música do Dylan, claro que nunca ficará tão bom quanto. 

 

Há uma casa depois sol

Eu gostaria de ir pra lá

Seguir a estrada e ver 

Aonde o sol vai chegar

Sonhando com a casa do sol

A casa da ilusão

Onde o amor sempre ganha

E tudo é uma linda canção

Onde não há espada

Nem cruz em nossas mãos

Andando ao encontro do sol
Vendo onde ele pode dar

Varrendo toda estrada
Só pra ver se vou chegar

Amigo isso é coisa certa

Caminhar ao encontro da paixão

Lugar melhor não há

Como a casa depois do sol

O herói sai pela floresta

Sabendo que pode não voltar

Amigo valeu a pena

Morrer por uma história pra contar

Ou você nunca quis sair

Depois que chegou lá?

 

Aside

Fantasia

Ele imagina a concha acústica todos dias.
O mesmo pássaro, o mesmo passo, com o mesmo compasso.
Ele lembra cada detalhe,
Ele notara as folhas caídas no chão.
E ele nunca à de esquecer-se do sorriso.
Ah, Aquele sorriso não é qualquer.
Ele é torto e puro.
Pra ele é o mais belo sorriso que já viu.
Pra ele é o único sorriso que lembrara.
Mas ele ainda não notara que o tempo está passando.
E tudo foi embora.
Que a menina que estava tão perto, logo, ficara longe.
Intocável na maioria das vezes,
até agora sem exceções.
Ele também não notará que ela já cresceu e já não pensara nele,
E que ele continua a escrever para, de novo, lembrar da concha acústica.
Do mesmo pássaro, o mesmo passo, com o mesmo compasso.
E ele passara a vida a se assombrar por aquela velha concha
Preso em sua fantasia

Caos no fim.

Não sentirei isto mais uma vez…

O tempo proporciona o caos e a desordem.
Meu sorriso ficara gasto, minhas roupas velhas, a pele enrugada.
Dos passos curtos e tropeços que já dei não voltarei a dar neste chão que me abrigou e alegrou por tantas ocasiões.

Aquele teu doce abraço e tua língua não tocaram mais minha pele, meus pelos não se arrepiaram mais. Meu cabelo não crescerá mais e não voltarei a tragar aquele meu velho cigarro.

Meus amigos não me visitaram mais e aquela cadeira ficará vazia, junto à mesa com aqueles nossos velhos sonhos. Minha memória vencerá por prazo e nada existirá.

O forte vento da praia que, costumava a levantar meus cabelos, varrerá outros mares e outras pessoas.
O sol iluminará outra vida e fascinará outro ser.
Essas palavras que parecem tristes e de despedida é apenas a doce verdade.

Talvez uma ingênua esperança de que no fim eu esteja errado ou que a folha volte a flutuar e que todos possam se encontrar por fim.
Que venha Big Crunch, que venha enquanto estou aqui… Voltar a fazer tudo àquilo que sempre amei voltar aos poucos segundos de que me orgulho e recordo. Dos instantes que me fizeram satisfeito por completo.

Doce Dança

Abro a boca e me alimento
A energia corre em minhas veias
Há algo estranho nestas cores
Elas parecem brilhar.

A nuvem do horizonte está no chão
E dança com o luar
Tão íntima de mim,
Me olha e sorri.

De passo a passo me deixo levar
Na noite que já não é tão escura
Meu “babe” sabe
do que lhe falo
Não é nenhum segredo.

A noite não é tão escura para nos assombrar
Fantasia e verdade num só paralelo
Eu não sei o que faço.

Amor, a noite não é tão escura quando a música toca
A verdade está no ar, mas não é preciso acreditar
Seus olhos não param de brilhar.
Que dancemos até o sol chegar

Do alto da arvore

Sou poeta de dores que não são minhas.

De dores que não sei tratar.

Dores que já vivi e continuo a lamentar.

Poeta de poucas palavras

Com rimas que não sei cantar.

Uma coruja em cima da árvore vendo o mundo desabar.

Além do teu adeus.

As vezes faço tudo errado.

As vezes tento não fazer.

Quando não te tenho ao meu lado

Eu só penso em te ver.

 

As horas rodam e os dias passam

E eu tento te entender.

Porque é tão complicado me apaixonar

Por você?

 

Na madrugada do  meu quarto

Eu tento me entender

Porque estou aqui acordado

Pensando em você.

 

Com meu último cigarro,

Escrevo pra você.

Uma cara embriagada nas tuas lembranças

Não quero ser.

 

Não foi difícil dizer, adeus?

Não foi difícil dizer, adeus?

Não foi difícil pra ti dizer, adeus?

 

Parece que não.

Cigana

Então voe depressa

E não olhe para atrás

O teu nome é guerra

E eu que só queria viver em paz.

 

Eu não sei dançar.

Eu não sei cantar.

 

Eu vivo um tango nesse carnaval.

Que não me alegrou

 

Não chame meu nome, por favor.

Eu te dei meu sangue e você me esnobou.

Quem disse que isso é amor?

 

Você diz que teus problemas importam mais,

Tua arrogancia não condiz mais.

O tempo passa e não me sujeito a isso.

Cigana, tuas palavras são tão falsas quanto o teu sorriso.

 

O teu tempo acabou.

 

E se você tiver um tempo pra ouvir

Minhas últimas palavras são pra te dizer tchau.